Ayurveda · Saúde

A importância da boa nutrição

Nutrição é uma palavra chave para o Ayurveda. Manter corpo e mente nutridos adequadamente são vitais para boa saúde e para recuperar o equilíbrio dos doshas.

Quando ingerimos um alimento, nosso sistema digestório processa este alimento, quebrando-o em pequenas partes, que servirão de alimento para as nossas células. O que não tem serventia é eliminado. Se comemos alimentos de boa qualidade e nossa digestão for boa, nossas células serão “bem alimentadas”. Caso contrário, nossas células e tecidos não receberão a quantidade adequada de nutrientes ou receberão alimento de baixa qualidade. Com o tempo, as células mal alimentadas torna-se-ão doentes e todo o nosso organismo adoecerá também.

Mas será que nos alimentamos somente pela boca?

Para o Yoga e o Ayurveda, nossa relação imediata com o mundo exterior se dá através dos 10 Indriya, ou “10 órgãos dos sentidos”, sendo 5 deles chamados Jnanendriya e os restantes são os Karmendriya.

Os jnanendriya são a “porta de entrada” do nosso ser, através dos quais recebemos ou conhecemos (jnana é conhecimento) tudo o que vem do mundo exterior. São o que nós já conhecemos como os 5 órgãos dos sentidos: visão, audição, paladar, olfato e tato.

Então a “porta de saída” são os karmendriya, nossos órgãos de ação (karma = ação): boca/falar, mãos/agarrar, pés/mover-se, genitais/procriar, ânus/eliminar.

Recebemos e percebemos o mundo exterior pelos jnanendriya, processamos estas informações na nossa mente e reagimos pelos karmendriya. Por exemplo, se vemos um objeto que nos atrai (visão – jnanendriya), tentamos pegá-lo (mãos – karmendriya). Se ouvimos o rugido de um animal feroz (audição – jnanendriya), fugimos (pés – karmendriya).

Mas o que tudo isso tem a ver com nutrição?

Segundo o dicionário Michaelis, nutrição é “a totalidade de fenômenos assimilatórios, com três fases fundamentais: ingestão, digestão e absorção.”

Então será que nutrição, alimentar-se, é só engolir comida? Nós “ingerimos” o mundo exterior através dos jnanendriyas, digerimos na nossa mente ou no nosso corpo. Por isso, também nos alimentamos através dos nossos olhos, nossa pele, nossos ouvidos e nossas narinas.

Quando recebemos uma massagem, por exemplo, sentimos o toque do terapeuta, e isto provoca em nós emoções e sensações, físicas e mentais. O óleo utilizado penetra na pele, atinge a corrente sanguínea e as células. Haverá um processo de “digestão” deste óleo, e de tudo mais que aplicarmos na nossa pele. Por isso, dizemos que a pele é uma “grande boca”.

O que ouvimos também servem de alimento, mas para a nossa mente e nossas emoções. Não é difícil perceber: alguns sons ou músicas nos acalmam, outros nos deixam irritados, e outros ainda nos deixam tristes.

O mesmo acontece com o que vemos. Filmes ou imagens ruins podem ser tão nocivos quanto um alimento estragado.

Vivemos em um mundo cada vez mais bombardeado de estímulos visuais e sonoros. Então, não basta pensar em ter comida de qualidade no prato. Também é importante selecionar os outros “alimentos”: filmes, músicas, programas de televisão, conversas, aromas. Tudo isto pode tanto promover a saúde quanto causar distúrbios.

Da boa qualidade da nossa nutrição é que vem
a nossa Saúde Integral,
do corpo, da mente, da emoção e da alma!

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